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Audiobook Jogos Vorazes – Capítulo 13
Episode in
Beleza Falada
Confira agora o capítulo 13 do primeiro audiobook do Beleza Falada. O primeiro livro escolhido para essa categoria foi Jogos Vorazes. Uma ótima oportunidade para quem quer saber mais sobre essa história, mas tem preguiça, não tem tempo ou não tem condições de ler.
Nesse capítulo, acompanhe Katniss sofrendo ataques diretos e fazendo de tudo para escapar da morte.
Clique no play abaixo e ouça esse audiobook.
Jogos Vorazes – Capítulo 13
Download audio file (Jogos-Vorazes-Capitulo-13.mp3)
Autora: Suzanne Collins
Narração e vozes femininas: Bruna Evelyn
Vozes masculinas: Colaborador anônimo
Edição: Bruna Evelyn
DOWNLOAD: Clique AQUI com o botão direito do mouse e escolha a opção “Salvar Link Como” para baixar o arquivo no formato MP3.
Se você curtiu esse audiobook, compre o livro original.
Autora: Suzanne Collins
Editora: Rocco
23:30
Audiobook Jogos Vorazes – Capítulo 12
Episode in
Beleza Falada
Confira agora o capítulo 12 do primeiro audiobook do Beleza Falada. O primeiro livro escolhido para essa categoria foi Jogos Vorazes. Uma ótima oportunidade para quem quer saber mais sobre essa história, mas tem preguiça, não tem tempo ou não tem condições de ler.
Nesse capítulo, acompanhe a Katniss nos primeiros dias dos jogos, todos os problemas que ela está enfrentando na arena e as descobertas tensas que ela fez sobre Peeta.
Clique no play abaixo e ouça esse audiobook.
Jogos Vorazes – Capítulo 12
Download audio file (Jogos-Vorazes-Capitulo-12.mp3)
Autora: Suzanne Collins
Narração e vozes femininas: Bruna Evelyn
Vozes masculinas: Colaborador anônimo
Edição: Bruna Evelyn
DOWNLOAD: Clique AQUI com o botão direito do mouse e escolha a opção “Salvar Link Como” para baixar o arquivo no formato MP3.
Se você curtiu esse audiobook, compre o livro original.
Autora: Suzanne Collins
Editora: Rocco
20:09
Audiobook Jogos Vorazes – Capítulo 11
Episode in
Beleza Falada
Confira agora o capítulo 11 do primeiro audiobook do Beleza Falada. O primeiro livro escolhido para essa categoria foi Jogos Vorazes. Uma ótima oportunidade para quem quer saber mais sobre essa história, mas tem preguiça, não tem tempo ou não tem condições de ler.
Nesse capítulo, saiba como foi o início dos jogos, quem sobreviveu ao primeiro dia e como Katniss está se virando até agora.
Clique no play abaixo e ouça esse audiobook.
Jogos Vorazes – Capítulo 11
Download audio file (Jogos-Vorazes-Capitulo-11.mp3)
Autora: Suzanne Collins
Narração e vozes femininas: Bruna Evelyn
Vozes masculinas: Colaborador anônimo
Edição: Bruna Evelyn
DOWNLOAD: Clique AQUI com o botão direito do mouse e escolha a opção “Salvar Link Como” para baixar o arquivo no formato MP3.
Se você curtiu esse audiobook, compre o livro original.
Autora: Suzanne Collins
Editora: Rocco
26:43
Audiobook Jogos Vorazes – Capítulo 10
Episode in
Beleza Falada
Confira agora o capítulo 10 do primeiro audiobook do Beleza Falada. O primeiro livro escolhido para essa categoria foi Jogos Vorazes. Uma ótima oportunidade para quem quer saber mais sobre essa história, mas tem preguiça, não tem tempo ou não tem condições de ler.
Nesse capítulo, acompanhe os últimos momentos e toda a tensão de Katniss e Peeta antes dos Jogos começarem pra valer.
Clique no play abaixo e ouça esse audiobook.
Jogos Vorazes – Capítulo 10
Download audio file (Jogos-Vorazes-Capitulo-10.mp3)
Autora: Suzanne Collins
Narração e vozes femininas: Bruna Evelyn
Vozes masculinas: Colaborador anônimo
Edição: Bruna Evelyn
DOWNLOAD: Clique AQUI com o botão direito do mouse e escolha a opção “Salvar Link Como” para baixar o arquivo no formato MP3.
Se você curtiu esse audiobook, compre o livro original.
Autora: Suzanne Collins
Editora: Rocco
27:08
Audiobook Jogos Vorazes – Capítulo 9
Episode in
Beleza Falada
Confira agora o capítulo 9 do primeiro audiobook do Beleza Falada. O primeiro livro escolhido para essa categoria foi Jogos Vorazes. Uma ótima oportunidade para quem quer saber mais sobre essa história, mas tem preguiça, não tem tempo ou não tem condições de ler.
Nesse capítulo, saiba como foi a entrevista de Katniss, dos outros tributos e descubra qual foi a grande revelação durante a entrevista de Peeta.
Clique no play abaixo e ouça esse audiobook.
Jogos Vorazes – Capítulo 9
Download audio file (Jogos-Vorazes-Capitulo-9.mp3)
Autora: Suzanne Collins
Narração: Bruna Evelyn
Edição: Bruna Evelyn
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Se você curtiu esse audiobook, compre o livro original.
Autora: Suzanne Collins
Editora: Rocco
33:38
Audiobook Jogos Vorazes – Capítulo 8
Episode in
Beleza Falada
Demorou mas saiu!! Confira agora o capítulo 8 do primeiro audiobook do Beleza Falada. O primeiro livro escolhido para essa categoria foi Jogos Vorazes. Uma ótima oportunidade para quem quer saber mais sobre essa história, mas tem preguiça, não tem tempo ou não tem condições de ler.
Nesse capítulo, descubra qual foi a pontuação dos tributos depois de se apresentarem para os idealizadores dos jogos e principalmente a da Katniss, depois do que ela aprontou durante sua apresentação.
Clique no play abaixo e ouça esse audiobook.
Jogos Vorazes – Capítulo 8Download audio file (Jogos-Vorazes-Capitulo-8.mp3)
Autora: Suzanne Collins
Narração: Bruna Evelyn
Edição: Bruna Evelyn
DOWNLOAD: Clique AQUI com o botão direito do mouse e escolha a opção “Salvar Link Como” para baixar o arquivo no formato MP3.
Se você curtiu esse audiobook, compre o livro original.
Autora: Suzanne Collins
Editora: Rocco
22:53
Beleza Falada #09 – Novembro
Episode in
Beleza Falada
Para você que ainda não conhece, Beleza Falada é um projeto do BelezaGeek para criação e divulgação de audiocontos e audiobooks. Confira agora o episódio 9 do projeto.
Novembro conta a história de uma relação além da amizade que prova que podem existir perdas tão fortes quanto a morte. Escrito por Fabiana Fernandes. Você pode conferir seu perfil no Facebook. Fazendo as vozes do Vitor contamos com a participação de Renan Bruno. Você também pode visitar seu perfil no Facebook.
Clique no play abaixo e ouça esse conto.
Novembro
Download audio file (Beleza-Falada-09-Novembro.mp3)
Autora: Fabiana Fernandes
Narração e voz feminina: Bruna Evelyn
Voz Vitor: Renan Bruno
Edição: Bruna Evelyn
DOWNLOAD: Clique AQUI com o botão direito do mouse e escolha a opção “Salvar Link Como” para baixar o arquivo no formato MP3.
NOVEMBRO
Eu o observei atravessar a praça em direção a mim. Eu estava sentada em um banco, abraçando os próprios joelhos. O ar era frio, mas o sol estava presente, na realidade era um dia lindo. O céu estava completamente azul. A praça, com suas árvores altas, com os pequenos brinquedos das crianças, todos parados, pois ainda era muito cedo. Eu amava acordar cedo nestes dias, de outono. Não existia luz mais linda do que essa que emanava nestes horários, e é claro que ele sabia disso. Ou deveria saber. Aquilo ainda era muito confuso para mim.
Ele vinha a passos lentos, com as mãos nos bolsos, olhando o chão. Essa uma característica nova. Ele sempre olhou pra mim. Mas eu não saberia dizer, se era ‘ele’ que ainda estava ali. O Vitor, meu vizinho de uma vida inteira, meu melhor amigo. Nós costumávamos ter uma ligação muito grande, de presença, de pensamento. Eu conhecia cada expressão dele, cada sentimento, cada hábito. O nosso sentimento na adolescência era uma necessidade da presença um do outro, completamente fora do normal. Era como algo que se completava perfeitamente. Mas não, nunca o namorei. Nunca sequer o beijei. Nosso sentimento era muito além.
Até que chegou o dia em que ele precisou ir embora, para outro estado. Certamente isso afetou a pessoa que eu era, e viria a ser depois. Ele também, sem dúvida. Tentamos manter o contato pelo tempo que pareceu ser possível, mas a distância, ela consegue destruir coisas indestrutíveis. Faz-nos pensar que aquilo não é mais necessário, como parecia ser antes. Nossa ligação se perdeu.
Quando nos falávamos era aquela coisa superficial. Até que enfim, nos perdemos por ai. Na base de sete meses sem nos falar, de nenhuma forma, eu comecei a sentir uma necessidade enorme de ligar pra ele, uma angústia. Mas não o fiz. Algum tempo depois, recebi um telefonema da mãe de Vitor. Ele havia sofrido um grave e enorme acidente de carro. Nesta época, o grande acumulo de pessoas que estavam migrando para minha cidade, estava a fazendo crescer de uma maneira assustadora, mas como em todas as cidades grandes, você apenas pensa em si mesmo, não olha para os lados. Mas, para onde ele estava indo? Sim, ele estava indo me ver. Por que estávamos em novembro.
Ao chegar ao hospital, toda a sensação da presença dele, pra mim, retornou com uma força brusca e irremediável. Pareceu que nenhum tipo de tempo ou distancia haviam me afetado. Essa é outra característica da distância, quando há um sentimento forte a distância abate. Mas é você olhar novamente, e apenas uma vez, e voltar embolando tudo em volta. Eu entrei no quarto dele, estava dormindo, mas eu senti a presença dele dentro de mim, da sua pessoa, da sua personalidade. E eu sorria, eu gritava por dentro, por estar ali.
Mesmo sendo por um motivo como um acidente, mas afinal ele iria ficar bem. Estava fora de perigo, e eu agradecia, pelo fato dele estar indo me ver – parecia egoísmo, mas isso queria dizer que ele não havia me esquecido – e de agora poder estar perto dele novamente. Mas foi ele abrir os olhos, e eu desmoronar. Eu olhei dentro deles, e eu vi que a pessoa mais importante pra mim, havia ido embora. Não era mais ele. Fiquei sabendo pela mãe dele, que a única sequela do acidente, era ele ter perdido a memória. Completamente. Era como se ele tivesse morrido, pois ele teria que se encontrar novamente. Ao saber disso, eu nunca mais o vi, não quis simplesmente, ver a transformação de outra pessoa vir à tona. E hoje, ele vinha em minha direção, um ano depois do encontro do hospital. Eu não o olhei, fiquei a fitar meus dedos, e ele se sentou ao meu lado, cruzando os dedos das mãos, e as apoiando no joelho. Ele também não me olhou.
– Não tinha idéia de porque meus pés me traziam até aqui, mas quando vi você, eu entendi. – ele disse vagamente, devagar, baixo. Até o tom de voz havia mudado. – Minha mãe, me contou sobre você, alguns fatos que aconteceram com nós dois, e eu posso imaginar como pode ser difícil pra você.
Agora ele virou seus olhos, claros, para me fitar. Eu não senti nada. É como se um desconhecido, começasse a falar com você na rua.
– Você não precisa fazer isso. – disse eu, e me assustei com meu tom de voz. Era embargado, travado.
- Eu não vou importuná-la mais. Apenas senti uma necessidade de vir aqui. E de saber por que a palavra novembro, não sai da minha cabeça. – Ele continuou.
- Foi quando você me salvou quando eu era criança. – respondi, me forçando a virar para olhá-lo.
Vitor quando era criança, com seus cinco anos, havia entrado na minha casa, e me tirado do berço, quando eu tinha meus dois anos e meio. A casa estava com vazamento de gás, e ninguém havia percebido, minha mãe estava no terraço, eu estava dormindo. Ele havia pulado dentro do berço, me colocado para fora e pulado novamente, caindo e machucando sua nuca. Ao chegar lá fora comigo, minha mãe ralhou com ele, e ele inocentemente, disse que estava muito ruim lá dentro para brincar, pois estava um cheiro ruim.
Ninguém acreditou muito neste episódio. Todos ficavam pasmos, mas para mim, foi neste dia que ele se tornou a presença necessária pra mim. Algo essencial. E aquela manhã, era uma manhã como essa agora. De outono, em novembro. Isso nos marcou demais, e passamos sempre a admirá-la. Vitor dizia muito para mim, que eu era o seu novembro, pois a cor de meus olhos eram dourados, como as folhas ficam nesta época, de outono.
Ele me comparava com esta manhã, que eu era a sua luz perfeita, no horário perfeito, com o calor perfeito, no lugar perfeito. Mas eu preferi não acrescentar isso a ele. É, aqueles olhos continuavam a não ser os mesmos. Eu balancei a cabeça em negativa, me perdendo dentro deles, e ele percebeu isso. Eu me aproximei lentamente dele, ele ergueu seu tronco, para ficar na mesma altura que meus olhos. Eu fechei os olhos, e me embriaguei no seu cheiro. Podia haver um perfume diferente ali, mas o cheiro dele, da sua pele, não poderia mudar, e esta era a única coisa que eu podia ter.
Levei minha mão até perto de sua nuca, tocando de leve a cicatriz que havia ali, do dia em que ele me salvou. Eu conhecia cada detalhe daquele rosto, cada movimento. Sem pensar muito, eu segurei seu rosto, e o beijei. Inocentemente. Fiz isso como uma despedida, que não pude dar ao meu novembro, ao meu perfeito. Depois me afastei e me levantei, deixando ele atônito no lugar. Segui em direção à esquerda. Não estava triste, pois sabia que apesar dele não habitar mais aquele corpo, ele habitaria sempre, dentro de mim.
09:38
Beleza Falada #08 – Engrenagens do Tempo
Episode in
Beleza Falada
Para você que ainda não conhece, Beleza Falada é um projeto do BelezaGeek para criação e divulgação de audiocontos e audiobooks. Confira agora a continuação do audioconto Beleza Falada 07 – Dama Mecânica.
Engrenagens do Tempo conclui a história do velho relojoeiro, que depois de tanto tempo faz uma revelação para sua família. Escrito por nosso parceiro Jordan Florio de Oliveira. Conheça sua página no Facebook e leia outros contos em seu Wattpad. Contamos também com Vitor Hugo Mota interpretando o pai e narrando parte do conto. Conheça seu trabalho visitando seu site Chá dos Cinco. Fazendo a voz da mulher dos sonhos contamos com a participação de Fabiana Fernandes. Você pode conferir seu perfil no Facebook.
Clique no play abaixo e ouça esse conto.
Engrenagens do Tempo
Download audio file (Beleza-Falada-08-Engrenagens-do-Tempo.mp3)
Autor: Jordan Florio de Oliveira
Narração: Vitor Hugo Mota / Bruna Evelyn
Voz pai: Vitor Hugo Mota
Voz mulher: Fabiana Fernandes
Edição: Bruna Evelyn
DOWNLOAD: Clique AQUI com o botão direito do mouse e escolha a opção “Salvar Link Como” para baixar o arquivo no formato MP3.
ENGRENAGENS DO TEMPO
O maior problema que ele tinha na vida, desde sempre, foi com acordar. Desde sempre ele sonhava de maneira tão intensa e poderosa que acordar sempre foi um tormento para ele.
Todos os dias era a mesma coisa. Ele acordava gritando e chutando, precisava de, pelo menos, dois minutos inteiros para entender onde estava e somente depois disso ele estava apto a interagir com as pessoas.
O mais fantástico sobre este jovem é que ele tinha lembranças nítidas e detalhadas sobre seus sonhos, e as contava apaixonadamente para seus pais e irmãos menores, na mesa de café da manhã.
Todos na família amavam suas histórias, menos o pai.
O bondoso, mas rígido relojoeiro acreditava que aquelas alucinações do filho eram perda de tempo e todas as vezes que ele se delongava em alguma história especialmente sem sentido, ele tratava de interromper a narrativa e o apressava para irem trabalhar na pequena relojoaria da família.
O jovem rapaz sentia pena algumas vezes dos seus irmãos menores, que não podiam ver ainda a metamorfose que o trabalho operava em seu pai. O homem sisudo e de poucas palavras em casa se mostrava um apaixonado pela precisão e a engenhosidade da mecânica.
O aprendiz era duramente testado todos os dias e muito exigido por seu pai, mas como o rapaz aprendia muito rápido os segredos das engrenagens e mecanismos, passavam os dias desafiando-se com maquinários complexos e soluções diferentes para o mesmo problema.
Em seu aniversário de quinze anos, o rapaz recebeu uma grande caixa de ferramentas vermelha de aniversário, mas a tranca daquela caixa era um grande quebra-cabeça, de relojoeiro-mestre para seu aprendiz. Quando questionado sobre como abrir o dispositivo, o pai sorriu e respondeu:
– Eu ganhei minha própria caixa de ferramentas do seu avô quando tinha quinze anos. Essa é a sua, abra a caixa e as ferramentas dentro são suas.
Aquilo era mais do que o rapaz podia querer, pois ganhar suas próprias ferramentas significava que ele não seria mais um simples aprendiz, e sim um relojoeiro completo.
Todas as horas vagas entre a escola e a oficina eram gastas na tranca da caixa, com muita dedicação e algumas noites em claro ele compreendeu como funcionava o mecanismo da caixa, mas ainda não sabia como aquele mecanismo faria a caixa abrir-se.
Depois de quase uma semana praticamente sem dormir, ele cedeu e deitou-se em sua cama, exausto. Dormiu quase que no mesmo instante.
Naquela noite ele sonhou com engrenagens.
Sonhou com um mundo maravilhoso e fantástico, todo movido à corda e guiado por peças de relógio, o sol era uma grande roda dentada dourada, em uma série de engrenagens que moviam nuvens de papel de seda. As árvores e flores eram vitrais perfeitos, as copas das árvores faziam um farfalhar movido pelo mesmo mecanismo que movia as nuvens, o que gerava a imagem perfeita de uma campina varrida pelos ventos de verão, iluminada e musical, a cena descortinava-se como uma caixa de música viva.
No centro daquele mundo existia uma mulher.
Vestia um traje de gala de roldanas e pistões, mecanismos de corda e caldeiras incandescentes, todos funcionando como uma única máquina, eterna e perfeita, sem necessidade de combustível ou reparos. Seus olhos eram duas estrelas, brancas e luzidias e em seus lábios, somente uma palavra sussurrada. O encontro dos lábios dela nos lábios dele:
– Crie. Mostre este mundo às pessoas.
Em um instante desconcertante, as estrelas que eram os olhos dela começaram a apagar lentamente, com a luz esmaecendo sem pressa. A diminuição da luz revelou que ambos os olhos daquela mulher eram relógios antigos, os ponteiros negros apontando para numerais romanos. Encarando aqueles olhos o rapaz sentiu o tempo correr de forma vertiginosa. Imagens vinham a sua cabeça de forma incoerente. Seriam delírios, sonhos?
Não, eram lembranças, lembranças de sua vida.
Ele começa a relembrar o primeiro teatro de corda que montou, a bailarina homenageando a dama dos seus sonhos, lembrou do quanto o pai ficou admirado com a técnica perfeita por trás daquelas máquinas de ilusões e histórias que os dois começaram a criar juntos, como ficaram ricos e famosos com o invento e todas as consequências disso.
Incluindo o assassinato do pai, por bandidos que desejavam o dinheiro da então grande e importante relojoaria que tinha o nome de “engrenagens dos sonhos”.
Reviveu a agonia de entrar na loja que ambos construíram com tanto carinho com uma marreta e destruir tudo, de proibir todos da família de citarem aquela parte da história, inclusive de citarem o pai perto dele, do tempo em que ele pensou em nunca mais trabalhar nesse ramo, de como ele decidiu voltar a trabalhar somente com relógios.
Casamento, filhos, contas, o acidente do irmão e a decisão de adotar o sobrinho, todas as lembranças explodiam em mente como uma saraivada de tiros de metralhadora antiga. Até o dia do bar com os amigos de muitos anos, todos já velhos e cansados, de dançar na relojoaria meio bêbado e da dor excruciante na cabeça, ele lembra de desmaiar e das trevas.
Nas trevas, uma voz conhecida, a voz de seu pai, a voz feliz pouco antes da tragédia dizia:
– Abra a caixa novamente.
Ele grita em desespero, como se estivesse acordando em sua cama, na sua casa, a mais de cinquenta anos atrás, mas ele estava acordando em uma cama de hospital, milagrosamente recuperado de um AVC e um coma.
Alguns dias depois, já de volta em casa, ele pede ao filho que trabalha com ele na oficina que traga a caixa vermelha para casa, para ser aberta frente a todos os membros da família. Com todos reunidos, ele dá corda no mecanismo da caixa, que começa a se mover sozinha e joga a tampa para cima, a coisa mais óbvia a se fazer com qualquer relógio e máquina similar.
Quando a tampa se abre, o velho sonhador puxa de dentro da caixa alguns recortes de jornal sobre as fantásticas máquinas que foram chamadas de “teatros de corda” pelos jornais, as fotos do pai que ele não destruiu em sua raiva e remorso e a única peça dos teatros que tinha escapado de sua fúria: uma mulher com um vestido feito de engrenagens e olhos de lâmpada.
07:22
Audiobook Jogos Vorazes – Capítulo 7
Episode in
Beleza Falada
Demorou mas finalmente ele saiu!! Confira agora o capítulo 7 do primeiro audiobook do Beleza Falada. O primeiro livro escolhido para essa categoria foi Jogos Vorazes. Uma ótima oportunidade para quem quer saber mais sobre essa história, mas tem preguiça, não tem tempo ou não pode ler.
Nesse capítulo, descubra como foi o treinamento de Peeta e Katniss e o que ela aprontou em sua sessão particular com os idealizadores nos jogos.
Clique no play abaixo e ouça esse audiobook.
Jogos Vorazes – Capítulo 7Download audio file (Jogos-Vorazes-Capitulo-7.mp3)
Autora: Suzanne Collins
Narração e Edição: Bruna Evelyn
Vozes femininas: Bruna Evelyn
Vozes masculinas: Colaborador anônimo
DOWNLOAD: Clique AQUI com o botão direito do mouse e escolha a opção “Salvar Link Como” para baixar o arquivo no formato MP3.
Se você curtiu esse audiobook, compre o livro original.
Autora: Suzanne Collins
Editora: Rocco
33:11
Beleza Falada #07 – Dama Mecânica
Episode in
Beleza Falada
Para você que ainda não conhece, Beleza Falada é um projeto do BelezaGeek para criação e divulgação de audiocontos e audiobooks. Confira agora o episódio 7 do projeto.
Dama Mecânica é um conto sobre pai e filho que compartilham a mesma paixão pelo trabalho, embora discordem em algumas coisas. Depois de muitos anos de mistério sobre histórias da família, o filho finalmente escuta sobre algumas delas, quando uma tragédia acontece. Escrito por nosso parceiro Jordan Florio de Oliveira. Conheça sua página no Facebook e leia outros contos em seu Wattpad. Contamos também com nosso colaborador anônimo interpretando o filho e Vitor Hugo Mota fazendo a parte do pai. Excelente interpretação de ambos. Conheça o trabalho do Vitor Hugo visitando seu site Chá dos Cinco.
Clique no play abaixo e ouça esse conto.
Dama Mecânica
Download audio file (Beleza-Falada-07-Dama-Mecanica.mp3)
Autor: Jordan Florio de Oliveira
Narração e edição: Bruna Evelyn
Voz pai: Vitor Hugo Mota
Voz filho: Colaborador anônimo
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DAMA MECÂNICA
Em uma velha relojoaria, com relógios-cuco na parede mal iluminada, peças por todos os lados, trabalham um homem e seu filho. O relojoeiro já é idoso, e como a sua arte, foi se tornando cada vez mais embotado e esquecido pelas pessoas ao seu redor. Fora os costumases clientes, que eram o único motivo da loja ainda conseguir, pelo menos, se manter aberta, existiam muito poucas pessoas que tinham a curiosidade de entrar.
O filho, que na verdade não é exatamente filho do velho relojoeiro, mas sim um sobrinho órfão por ele adotado, sempre foi apaixonado pela profissão do “pai”, defendendo o retorno dos relógios de bolso e a troca das “porcarias digitais feitas na China que não duram 6 meses” por relógios de corda, quase artesanais, do tipo que ele e o pai faziam naquela oficina.
Apesar disso, ele sabia que, se não houvesse uma guinada nos planos, objetivos e mercado da relojoaria, logo as despesas ficariam insuportáveis e eles teriam de alugar a loja. Talvez para algum cabeleireiro ou pequeno magazine de roupas, tão comuns na região onde eles estavam.
Mudanças, porém, não era um assunto fácil entre os dois.
Eles discutiam acaloradamente na mesa de jantar, às vezes até incomodando os outros membros da família, pois ambos tinham tanta paixão pelo ofício, mas tinham pontos de vista bem divergentes em vários assuntos.
– Não vou começar a vender jóias, já te disse rapaz. Isso atrai ladrão, fora que eu não mexo com isso a mais de anos, nem sei mais se ainda sei gravar em ouro.
– Pai, pagamos a porcaria do condomínio daquela galeria para termos segurança lá, você podia pelo menos tentar. Você sabe que as pessoas já não querem mais relógios para a vida inteira, elas se cansam das coisas rápido demais, precisamos…
– Você precisa parar de pensar bobagens. Eu sustentei você e seus irmãos com os relógios, não é agora que eu vou mudar os negócios.
O tom do pai demonstra que a discussão está acabada. O rapaz se recolhe em pensamentos e volta a comer em silêncio, o que não significa que ele deixou de pensar naquilo que viu uma vez.
A caixa vermelha.
Ele descobriu a fatídica caixa de pandora de seu pai por acaso, enquanto fazia uma arrumação geral da oficina da loja, e ao mostrá-la ao pai, viu sua face se modificar em tantos matizes que não entendeu afinal o que havia naquela caixa.
Logicamente o velho relojoeiro se negou a responder qualquer coisa sobre a caixa, dizendo que era um fantasma do passado e que era melhor deixá-lo lá. Mas o jovem insistiu por mais de uma hora, até que ele realmente se irritou e disse, entre dentes:
– Quando você chegar a minha idade vai saber que existem certas lembranças que doem tanto, que é melhor esquecê-las.
Na época o rapaz se contentou com isso, mas depois da conversa que ele tem com sua mãe enquanto os dois limpam a cozinha do jantar, ele sabe que tem de fazer alguma coisa. O irmão mais velho vai se mudar e levar consigo boa parte dos rendimentos da casa, e o pai deles, orgulhoso de manter o nível de vida da família com o suor de sua testa na relojoaria da família, não iria suportar perceber que a casa já não é mais sustentada por ele.
Por isso mesmo ele pensou de novo na caixa. Por algum motivo ele suspeita que as respostas dos problemas da relojoaria estejam ali.
Ele espera a quarta-feira, o dia em que seu pai sai depois do almoço para jogar cartas com os amigos no bar próximo, e coloca a caixa em cima da bancada de trabalho. Não existem trabalhos para serem retirados por clientes, por isso mesmo, ele se posiciona na bancada, onde consegue tanto ver a loja quanto esconder no que está trabalhando, de alguém que entre de repente.
A caixa em si já é um artefato curioso, já que com certeza fora feita por mãos habilidosas, em um tempo em que as coisas eram feitas para durar. Mas o que mais chamava a atenção é a fechadura, que não tem espaço para chaves comuns, somente um conjunto de engrenagens, muito similares as de um relógio.
Percebendo que aquilo é um quebra cabeça, o rapaz começa a manipular as engrenagens, tentando entender o mecanismo, o que se prova totalmente infrutífero, já que quando uma engrenagem se move, a outra toma seu lugar, deixando tudo praticamente como estava no início.
Antes que ele consiga ter alguma idéia diferente, o pai retorna a loja, com um sorriso levemente alcoólico, e assoviando uma canção que o rapaz não conhece.
– E aí, pai, como foi lá com os seus amigos? – O rapaz conversa com o pai enquanto disfarçadamente coloca a caixa de volta no seu lugar.
– Foi divertido, filhão. – O homem está realmente alcoolizado, pois não chama nenhum dos filhos de “filhão” enquanto sóbrio. Fora que ele dança pela loja, como se lembrasse de algum baile antigo e esquecido nas poeiras do passado.
– Filhão, eu já te contei que esta loja era do seu avô antes de ser minha?
O rapaz arregala os olhos, pois o avô é assunto restritamente proibido. Desde que ele e seus “irmãos” eram crianças, o nome dele é esparsamente citado e nunca na gente do pai, pois o sofrimento dele com a morte de seu pai é tão intenso e dolorido, que, às vezes, ele se tranca na pequena oficina existente em casa e chora, por horas sem fim, e todos na casa se preocupam, mas não podem fazer nada.
– Não, pai. Você quase não fala do vovô.
– Não falo porque aquele velho demente me deixou uma relojoaria, me ensinou tudo sobre relógios, mas somente quando era tarde demais ele me disse o que realmente queria que eu fizesse da minha vida, mas eu nunca fui realmente capaz de fazê-lo, meu filho.
O rapaz está cada vez mais curioso. Seu pai está sorrindo e cantando, falando sobre coisas que ele nem sabia, sobre os pais biológicos dele, sobre o acidente que os matou. Tantas coisas que ele perguntou por anos a fio, sem resposta, fora o usual “Você está desocupado para ficar pensando nessas coisas? Vem cá que eu arrumo um serviço para ocupar sua cabeça”.
O velho homem continua dançando desajeitadamente pela loja, quando bruscamente ele cai, gritando de maneira assustadora e desesperada.
Quando levado ao hospital, descobre-se que o animado relojoeiro, marido amável e pai zeloso, teve um acidente vascular cerebral e entrou em coma.
08:22
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