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LUCAS 2 – #6h07club
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Leitura e comentários sobre o capítulo 2 do Evangelho de Lucas.
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37:58
LUCAS 1 – #6h07club
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Leitura e comentários sobre o capítulo 1 do Evangelho de Lucas.
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37:37
Devocional – Evangelho de Mateus
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Reflexões com base em passagens do Evangelho de Mateus.
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34:40
Devocional #31 – A instrução de um pai
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Provérbios 4.1-2
Ouçam, meus filhos, a instrução de um pai; estejam atentos, e obterão discernimento.
O ensino que lhes ofereço é bom; por isso não abandonem a minha instrução.
NVI
A figura utilizada no texto de hoje é a de um pai ensinando um filho (v. 1). Infelizmente, nem todos tiveram a experiência de um pai presente que os instruiu quando eram crianças. Essa figura, no entanto, representa perfeitamente aquilo que Deus deseja fazer com cada um de nós.
Um aspecto interessante disso é como uma criança recebe o ensino de seu pai. Para ela, não existe uma fonte maior de autoridade e, por isso, ela aceita a sua instrução, ainda que não compreenda. Porém, um pai humano não é perfeito e aquilo que ele ensina está suscetível a erros. Quando a criança cresce e adquire maturidade, pode então questionar esse ensino e avaliar aquilo que é bom.
Contudo, tratando-se do nosso relacionamento com Deus, podemos ter certeza de recebermos uma instrução perfeitamente verdadeira. O ensino do Senhor é bom (v. 2a), pois emana da seu próprio caráter: Deus é bom (Lc 18.19). Dessa forma não devemos abandonar ou rejeitar aquilo que ele nos diz (v. 2b), mas sim prosseguir e procurar apender cada vez mais.
Outro aspecto relevante dessa figura do pai instruindo a criança é que se trata de um processo gradual. Uma criança não recebe de uma vez só todo o conhecimento de que necessita para se desenvolver como pessoa. O pai começa pelo básico, reforçando constantemente aquilo que é fundamental, e então, pouco a pouco, começa a tratar de questões mais complexas.
Tendo isso em mente, creio que o nosso conhecimento bíblico deve se desenvolver da mesma forma. É sempre bom voltarmos ao fundamental e garantirmos que a nossa base de fé está sólida. Dessa forma, quanto mais aprendemos sobre o plano de salvação, o perdão, a fé bíblica e outros temas essenciais, mais poderemos prosseguir de maneira segura para assuntos mais complicados (cf. Hb 5.11-13).
Evidentemente, nunca chegaremos ao ponto de compreender todos os aspectos da revelação de Deus, visto que nossa compreensão humana é limitada. Entretanto, devemos nos empenhar em construir pacientemente um conhecimento que direcione as nossas ações de acordo com aquilo que é correto.
Por fim, precisamos, pela prática da justiça, aprender a discernir o que é bom do que é mau (Hb 5.14). Vivemos em um mundo governado pelo Maligno (1Jo 5.19), e não podemos ignorar sua intenção de nos levar ao engano (cf. 2Co 11.3).
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07:07
Devocional #30 – Das trevas para a luz
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Provérbios 3.35
A honra é herança dos sábios, mas o Senhor expõe os tolos ao ridículo.
NVI
O versículo de hoje conclui a ideia dos últimos devocionais. Existe uma honra destinada aos que são verdadeiramente sábios, que buscam a sabedoria em Deus, por meio de um relacionamento com ele. Por outro lado, os tolos, que ignoram a existência de Deus, serão expostos ao ridículo.
(Sobre ignorar a existência de Deus, algo interessante que tenho notado é que muitos ateus tiveram alguma experiência anterior com a verdade cristã ou com a religião de modo geral. Muitas vezes, não saberemos se trata-se de uma apostasia ou se essa pessoa nunca teve um encontro com a Verdade.)
Contudo, creio que o mais importante dessa passagem é avaliarmos se estamos nos comportando como tolos ou como sábios. Estamos agindo à altura do conhecimento que recebemos do Senhor?
Quando leio passagens que enfatizam essa dualidade entre o justo e o ímpio, sempre me lembro de agradecer a Deus pelo privilégio de ter sido tirado da ignorância e do pecado para a fé e a justiça. Não existe nada que se compare à crescer no conhecimento da verdade e em um relacionamento com Deus.
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04:48
Devocional #29 – Qual a diferença?
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Provérbios 3.33-34
A maldição do Senhor está sobre a casa dos ímpios, mas ele abençoa o lar dos justos. Ele zomba dos zombadores, mas concede graça aos humildes.
NVI
Nesses versículos vemos uma clara oposição entre o justo e o ímpio, entre o humilde e o zombador. A ideia central é bem simples: a atitude das pessoas diante de Deus afetará as circunstâncias de sua vida. Fica claro que a prática do bem gerará frutos bons, assim como a prática do mal, ruins. Nesse assunto, é comum encontrar pessoas que vão para dois extremos.
Um extremo é pensar que, por sermos justos, devemos receber apenas coisas boas e nenhuma ruim. Não é difícil perceber que essa ideia é falsa. Podemos observar, por exemplo, o livro de Jó. Lemos, com todas as letras, que Jó era justo (cf. Jó 1.8) e, ainda assim, sofreu terrivelmente. Por mais que sejamos justos diante de Deus, por causa de Cristo, vivemos em um mundo que jaz no maligno (1Jo 5.19) e isso pode naturalmente afetar a nossa vida (Jo 16.33).
Outro extremo é pensar que estamos terrivelmente perdidos por causa do pecado e fadados a sofrer continuamente durante a nossa vida terrena — a paz e a alegria seriam impossíveis aqui. Porém, também podemos perceber, como na passagem de hoje, que Deus tem prazer em abençoar aqueles que o temem. Portanto, não é errado esperar coisas boas ao longo da nossa caminhada.
Em suma, vemos que Deus faz diferença entre aqueles que o servem e os que não. Ainda que isso não seja evidente durante a nossa vida, ficará no juízo final, quando os justos receberão a recompensa da vida eterna e os ímpios, do castigo eterno.
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04:28
Devocional #28 – Inimigos ou amigos de Deus?
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Provérbios 3.31-32
Não tenha inveja de quem é violento nem adote nenhum dos seus procedimentos, pois o Senhor detesta o perverso, mas o justo é seu grande amigo.
NVI
A reflexão do texto de hoje pode parecer muito básica: por que invejaríamos o perverso? Já sabemos que Deus abomina o pecado. O perverso, porém, nem sempre se mostra claramente assim. Podemos enxergar os pecados de alguém muito claramente. Outros, porém, podem ter uma vida pecaminosa diante de Deus e isso não estar aparente para os demais — na verdade, eles podem até ser elogiados pela sociedade. Por isso, precisamos ser capazes de discernir essa perversidade (cf. 1Tm 5.24).
Por outro lado, podemos invejar o perverso porque, apesar do seu mau procedimento, ele é recompensado nessa vida com prosperidade e sucesso. E muitas vezes nós, que somos justificados por Cristo e procuramos viver uma vida santa, não alcançamos tal prestígio. Contudo, devemos compreender que aquilo que recebemos do Senhor — a vida eterna — é muito mais valioso do que tudo o que mundo pode nos oferecer.
Além disso, recebemos esse tesouro não por nosso mérito, mas pela graça de Deus. O que mais poderíamos desejar? Ter o conhecimento do amor de Deus e poder confiar na sua justiça é o mais alto dom que um ser humano pode alcançar durante a sua existência. Sabemos que existe um vazio infinito dentro do homem, que só pode ser preenchido por Cristo.
Seguindo no texto, podemos ver que “o Senhor detesta o perverso” (v. 32 NVI). É muito comum ouvir aquela frase de que Deus ama o pecador e odeia o pecado — o que é fato. Entretanto, existe um outro aspecto: a ira de Deus permanece sobre aqueles que persistem na prática do pecado (cf. Rm 2.5). Em Jesus Cristo, Deus amou o mundo (Jo 3.16), mas o pecado continua fazendo separação entre aqueles que não creem e Deus (Is 59.2).
Finalmente, vemos também que o justo é amigo de Deus (v. 32b). Que privilégio! Jesus disse aos seus discípulos que não os considerava mais servos, mas amigos, uma vez que lhes tinha manifestado a vontade do Pai (Jo 15.14s). Esse conhecimento pessoal que Deus nos oferece deve ser a motivação para tudo o que fazemos: na luta contra o pecado, no andar em obediência, na perseverança em meio às provações. O principal já foi feito por Deus, e nós o recebemos em Jesus Cristo. A partir disso, devemos transbordar de gratidão por tudo o mais.
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05:23
Devocional #27 – Alguém de confiança
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Provérbios 3.29-30
Não planeje o mal contra o seu próximo, que confiantemente mora perto de você. Não acuse alguém sem motivo, se ele não lhe fez nenhum mal.
NVI
O tema principal dos versículos de hoje é a confiança nas pessoas — algo tão difícil de se ver atualmente. Devemos trabalhar para que as pessoas possam de fato confiar em nós, não planejando o mal nem acusando sem motivo. Quando quebramos a confiança que alguém têm em nós, será um caminho longo e árduo até conseguir restaurá-la.
Já parou para pensar o quão difícil é acreditar no que alguém que mente constantemente diz? Chega a um ponto em que não sabemos diferenciar quando ela está sendo sincera e quando não. Por isso devemos procurar sempre ser verdadeiros diante dos outros.
Outra questão para refletirmos é se estamos procurando tirar vantagem de situações em que não temos razão (v. 30). Devemos ter cuidado em não buscar além daquilo que é justo. Na verdade, devemos ter prazer em ver a justiça sendo feita (cf. Hb 1.9), ainda que tenhamos prejuízo com isso (cf. 1Co 6.7s).
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06:46
Devocional #26 – Fazendo o bem agora
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Provérbios 3.27-28
Quanto lhe for possível, não deixe de fazer o bem a quem dele precisa, não diga ao seu próximo: “Volte amanhã, e eu lhe darei algo”, se pode ajudá-lo hoje.
NVI
No texto de hoje encontramos uma confrontação clara. Quantas vezes não negamos ajuda a quem precisava, seja diretamente, seja adiando isso? Mesmo fora do livro de Provérbios, temos um mandamento claro de não nos cansarmos de fazer o bem (Gl 6.9). E se não devemos nos cansar é porque em algum momento seremos tentados a isso.
Fazer o bem nunca será algo confortável para a nossa natureza humana, que é egocêntrica. E, quando o fazemos, esperamos que nos recompensem. Ou seja, fazemos o bem, mas continuamos centrados em nós mesmos. Jesus foi muito claro a esse respeito: se desejamos aquilo que podem nos dar por fazermos o bem, então perderemos a recompensa eterna que poderíamos receber de Deus (Mt 6.1-4).
Outro ponto essencial é o de que não podemos postergar esse auxílio (v. 28). Essa pode ser uma desculpa que muitos usam para se esquivar da responsabilidade. Se alguém próximo necessita de algo hoje e podemos ajudá-lo hoje, não podemos adiar isso para amanhã.
Por outro lado, sabemos que a ajuda aos necessitados que vemos no semáforo ou nas ruas é um assunto complexo. Nem sempre conseguimos ver o destino de uma esmola que damos — e isso importa. Afinal, podemos estar tanto ajudando na sobrevivência de alguém realmente necessitado quanto alimentando o vício de algum outro, por exemplo. É necessário sabedoria e discernimento, mas isso não nos isenta do nosso dever.
Finalmente, vale notar que a ajuda a alguém nem sempre precisa ser financeira. Podemos ajudar com uma conversa ou simplesmente com a companhia. Sempre haverá formas de ajudarmos outros e, por isso, devemos estar constantemente atentos às pessoas ao nosso redor.
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06:12
Devocional #25 – Seguros em Deus
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Provérbios 3.21-26
Meu filho, guarde consigo a sensatez e o equilíbrio, nunca os perca de vista; trarão vida a você e serão um enfeite para o seu pescoço.
Então você seguirá o seu caminho em segurança, e não tropeçará; quando se deitar, não terá medo, e o seu sono será tranquilo.
Não terá medo da calamidade repentina nem da ruína que atinge os ímpios, pois o Senhor será a sua segurança e o impedirá de cair em armadilha.
NVI
A promessa contida na passagem de hoje parece até boa de mais para ser verdade. Primeiramente, algo que devemos notar é a condição: guardar a “sensatez e o equilíbrio” (v. 21 NVI). Tratam-se de qualidades que só podemos desenvolver mediante a sabedoria e a obediência a Deus. A consequência natural é segurança, tranquilidade e proteção.
No contexto em que vivemos, de alta incerteza, perigo e violência, segurança é o que qualquer um deseja. Fica claro que essas promessas não são garantidas sempre para todos os que forem sensatos e equilibrados. Por outro lado, é igualmente claro que essas qualidades nos encaminharão em direção a esses benefícios.
Até mesmo uma pessoa que não conhece a Deus pode ser protegida se agir de forma sábia — ainda que não se compare à proteção que encontramos em um relacionamento com Deus.
Por outro lado, o texto de hoje não significa que em momento algum aqueles que estão em Cristo vão tropeçar, sofrer alguma calamidade ou ter dificuldade para dormir, por exemplo. Em geral, vemos que Deus protege os seus filhos das inúmeras tribulações dessa vida. Quando, porém, Deus permite que algo atinja a nossa vida, nunca é sem um propósito.
Sabemos pela Bíblia que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam (Rm 8.28). Podemos, pois, descansar no conhecimento de que Deus é soberano e cuida das nossas vidas. Não podemos deixar que o medo das dificuldades nos paralise, pois a nossa recompensa final não está nas coisas terrenas (cf. Hb 10.34). E, seja lá o que tivermos de passar, temos no Senhor a força e a paz para atravessá-lo (cf. Sl 23.4). Não existe nada que possa pagar esse privilégio!
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07:39
Devocional #24 – Criador e criação
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Provérbios 3.19-20
Por sua sabedoria o Senhor lançou os alicerces da terra, por seu entendimento fixou no lugar os céus; por seu conhecimento as fontes profundas se rompem, e as nuvens gotejam o orvalho.
NVI
O texto de hoje possui diversos pontos interessantes. Um deles é mostrar como Deus criou todas as coisas de forma perfeita, estabelecendo leis que regem a natureza e mantêm todas as coisas funcionando regularmente. É evidente que essa passagem ecoa o relato de Gênesis 1.
Nesse sentido, vale ressaltar que existem diversas interpretações para o relato bíblico da criação. A visão que adoto é a de que não se tratam de sete dias literais (24 horas), e sim de sete períodos maiores de tempo. Por outro lado, há pessoas que interpretam esses dias como literais.
No entanto, interpretar literalmente a passagem de hoje, “o Senhor lançou os alicerces da terra” (v. 19), poderia nos levaria a crer que a Terra é plana. Um exame atento do texto, porém, nos indica que a intenção do autor era caracterizar a firmeza do solo que pisamos. Pela investigação científica, sabemos que a Terra possui um formato de geoide e se movimenta no espaço com uma velocidade muito grande.
O ponto principal aqui é o de que toda a natureza demonstra a grandeza do seu Criador. Conforme pude avançar no conhecimento das Escrituras e da ciência, principalmente graças ao trabalho de cientistas cristãos, a existência de Deus ficou cada vez mais óbvia. Embora eu entenda que a queda afetou negativamente a criação, amaldiçoando a terra (cf. Gn 3.17), não é difícil reconhecer a graça e o poder de Deus em toda a natureza.
Mais especificamente, algo que muitos cientistas propõem é a teoria do ajuste fino do universo. Em suma, trata-se de mostrar como todas as circunstâncias — a atmosfera e a gravidade terrestres, por exemplo — foram extremamente precisas para que houvesse a vida como a conhecemos hoje. Isso seria extremamente improvável se não houvesse uma inteligência para coordenar todas essas variáveis.
Assim, uma vez entendendo que somos seres criados, a nossa maior obrigação é conhecer o nosso Criador. Pela Bíblia, entendemos que não se trata de uma força ou de uma energia, mas de um Deus pessoal que deseja se relacionar conosco.
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06:40
Devocional #23 – Andando pelo caminho da paz
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Provérbios 3.17-18
Os caminhos da sabedoria são caminhos agradáveis, e todas as suas veredas são paz.
A sabedoria é árvore que dá vida a quem a abraça; quem a ela se apega será abençoado.
NVI
Como estamos vendo nesses devocionais, nada do que podemos desejar se compara à sabedoria. Essa sabedoria que devemos buscar não é algo que criamos, segundo o nosso entendimento. Trata-se algo que recebemos de Deus, por meio da meditação nas Escrituras, do conhecimento da vontade de Deus e da prática da justiça. Porém, nessa tentativa de praticar aquilo que é justo, falharemos constantemente. E, no entanto, aprendendo com os nossos erros, podemos crescer na verdadeira sabedoria e alinhar nossa vida de acordo com a vontade do Senhor.
Além disso, uma garantia que a sabedoria nos dá é a paz (v. 17b). Antes de conhecermos a Deus, podíamos ter alguma paz — que, contudo, era falsa, pois estávamos totalmente vulneráveis à ação do diabo e às circunstâncias. Mas hoje, conhecendo a Deus, sabemos que a nossa vida está escondida, guardada, em Jesus Cristo (cf. Cl 3.3).
Por isso, aos que são salvos, a paz adquire uma dimensão totalmente nova: trata-se da paz com Deus, por meio de Cristo (Rm 5.1). Essa paz não é afetada pelas situações que possamos passar. Pelo contrário, a tendência é que a paz com Deus se manifeste como paz nos nossos relacionamentos e em todas as áreas de nossa vida.
Embora só alcancemos a plena paz circunstancial na eternidade, podemos crer que ela também atua no presente. Muitas das situações que enfrentamos seriam muito difíceis à parte de um relacionamento com Deus. Entretanto, essa relação nos dá forças e nos ensina como tirar o melhor proveito das circunstâncias. Assim, podemos comprovar, ao longo da nossa caminhada, como a Palavra de Deus é perfeita em tudo.
Por fim, uma questão que vale esclarecer é que boa parte das promessas bíblicas são condicionais. Algumas promessas independem do que vamos fazer ou não — por exemplo, a segunda vinda de Cristo. No entanto, muitas outras dependem do nosso comportamento, da nossa disposição em confiar no Senhor e em obedecê-lo. Os frutos desse relacionamento com ele serão manifestos na nossa vida presente e, de forma completa, nos novos céus e nova terra.
O anseio por esse momento, o cumprimento final de todas as promessas, é o que deve queimar no nosso coração todos os dias.
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06:19
Devocional #22 – Riqueza ou sabedoria?
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Provérbios 3.13-16
Como é feliz o homem que acha a sabedoria, o homem que obtém entendimento, pois a sabedoria é mais proveitosa do que a prata e rende mais do que o ouro.
É mais preciosa do que rubis; nada do que você possa desejar se compara a ela.
Na mão direita, a sabedoria lhe garante vida longa; na mão esquerda, riquezas e honra.
NVI
Esses versículos resumem a importância daquilo que estamos buscando: o conhecimento de Deus. Não existe nada mais importante para nossas vidas do que a sabedoria divina.
A sabedoria é comparada a diversas riquezas — “prata”, “ouro” e “rubis” (NVI) —, sendo muito superior a qualquer uma delas. Na verdade, a sabedoria se mostra como a verdadeira fonte de riqueza (v. 16b), que nos permite administrar bem os nossos recursos financeiros.
Mais do que isso, a sabedoria nos mostra como alcançar uma vida verdadeiramente abençoada por Deus, uma vida de paz e de alegria, em que compreendemos o propósito de Deus para nós. Este último ponto é o mais importante, pois certamente passaremos por momentos difíceis na nossa caminhada. Todavia, pela paz que excede todo o entendimento (Fp 4.7), dentro de nós, temos confiança no Senhor em todas as circunstâncias, pois sabemos que ele tem cuidado de nós (1Pe 5.7).
Eu costumo dizer que a sabedoria é o conhecimento colocado em prática. Se temos o conhecimento das Escrituras, mas não o colocamos em prática, não estamos sendo sábios. E a Bíblia nos instrui insistentemente a buscar a sabedoria, a pedi-la sem duvidar (Tg 1.6) — isto é, buscando o conhecimento e crendo em uma transformação interior pelo Espírito Santo. É Deus quem nos capacita a viver de acordo com o Evangelho, quando buscamos conhecê-lo.
Por fim, vale ressaltar o fato de que o juízo virá sobre aqueles que não conhecem — por meio de uma aliança e de um relacionamento — a Deus (1Ts 1.8). Que o nosso objetivo seja conhecer cada vez mais o Criador de todas as coisas!
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03:22
Devocional #21 – A correção
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Provérbios 3.11-12
Meu filho, não despreze a disciplina do Senhor nem se magoe com a sua repreensão, pois o Senhor disciplina a quem ama, assim como o pai faz ao filho de quem deseja o bem.
NVI
Algo notável na passagem de hoje é ela ser citada no Novo Testamento. O autor de Hebreus usa-a ao argumentar que não devemos nos entristecer com a repreensão de Deus (Hb 12.5s). Mesmo que no momento não nos alegremos com a disciplina, certamente veremos os frutos dela posteriormente (Hb 12.11). Desse modo, poderemos alinhar a nossa vida com a vontade do Senhor, conforme ele nos instrui.
Muitas vezes, tomamos decisões e dirigimos nossa vida com base no que achamos certo — ou seja, com base no nosso próprio entendimento. Invariavelmente, decisões ruins nos trarão consequências mais tarde. Contudo, ao passarmos por tribulações, ainda que causadas pelos nossos próprios erros, devemos nos alegrar, pois o Senhor nos educa em meio ao sofrimento. Assim, vamos aprendendo a colocar em prática tudo o que as Escrituras ensinam.
Aliás, podemos ter certeza que iremos falhar em algum momento na nossa caminhada e, por isso, a disciplina é essencial. O único homem perfeito foi Jesus Cristo. Consequentemente, não precisamos nos martirizar por nossas falhas, pois foi justamente ele que morreu em nosso lugar. Entretanto, devemos nos arrepender e nos voltar para Cristo, crendo que alcançaremos misericórdia (Hb 4.16). Se dependêssemos da nossa própria justiça, jamais poderíamos ter um relacionamento com Deus. Tudo o que podemos alcançar de bom é pela graça!
Em suma, a disciplina do Senhor vem para lapidar a nossa fé e para nos orientar, de modo que possamos glorificar o nome dele em tudo.
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03:37
Devocional #20 – Honrando ao Senhor em tudo
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Provérbios 3.9-10
Honra ao Senhor com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda;
e se encherão fartamente os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares.
NVI
O texto de hoje nos lembra de um assunto um tanto polêmico nos nossos dias: o dízimo. Existem diversos cristãos que defendem a continuidade dos dízimos no Novo Testamento enquanto outros discordam. E é fato que quando se envolvem as nossas finanças existe um receio que dificulta a discussão. Queremos ter a certeza de não estar desperdiçando nosso dinheiro ou distribuindo-o de forma inadequada.
No entanto, um erro que podemos evitar é o de pensar que honrar a Deus com os nossos recursos se limita a dízimos e ofertas. Devemos honrar o Senhor com todos os nossos bens, como trata a passagem de Provérbios. Tudo o que recebemos vem dele e, por isso, devemos colocar tudo debaixo da sua vontade e direção. Devemos glorificar a Deus com tudo o que pagamos, com os nossos investimentos, com as nossas reservas, com tudo.
Além disso, vale ressaltar que essa honra não envolve quantidade. Devemos honrar a Deus no pouco ou no muito — sem distinção. É claro que, naturalmente falando, uma maior quantidade de dinheiro investida no lugar certo promoverá um maior impacto positivo. Mas, quando se trata de honrar a Deus, o pouco pode ser mais louvável que o muito (cf. Mc 12.44).
Por outro lado, não será um problema ter muito dinheiro se soubermos administrá-lo bem, glorificando a Deus e não deixando que o nosso coração se incline à cobiça. E podemos encontrar nas Escrituras a sabedoria divina para lidar com essas questões.
Voltando à passagem, quando lemos sobre “primícias”, é difícil não relacionar à questão do dízimo. Trata-se de ofertar à obra de Deus antes de tudo o mais. Ainda que não vejamos a obrigatoriedade dos 10%, esse aspecto é totalmente aplicável, pois estamos priorizando aquilo que realmente é importante. Pessoalmente, não creio nessa obrigatoriedade. Contudo, vejo o dízimo como um excelente princípio oferecido pelo registro Bíblico, e gosto de usá-lo como referência.
Vemos, então, que a consequência de honrar ao Senhor com todos os “bens” (NVI) e com as “primícias” (NVI) é a prosperidade, ou seja, a bênção do Senhor sobre os nossos recursos. Ainda que alguns possam ofertar simplesmente pensando no seu benefício, a multiplicação vem naturalmente aos que honram ao Senhor, e não precisamos negar isso. Fica evidente, também, que aquele que oferta com interesses egoístas não honra a Deus somente pelo ato de ofertar, uma vez que não está adorando ao Deus vivo, mas sim a si mesmo.
Que Deus seja glorificado com tudo o que vem às nossas mãos!
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08:14
Devocional #019 – Andando humildemente
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Provérbios 3.7-8
Não seja sábio aos seus próprios olhos; tema ao Senhor e evite o mal.
Isso lhe dará saúde ao corpo e vigor aos ossos.
NVI
Algo que gosto de ressaltar no texto de hoje é que devemos interpretá-lo com prudência. Não devemos ser sábios aos nossos “próprios olhos” (NVI), mas isso não significa assumir uma falsa modéstia. Devemos reconhecer sim a sabedoria que o Senhor nos concedeu, porém com humildade, entendendo que isso não vem de nós mesmos.
Isso também faz parte do propósito de Deus para cada um de nós. Conforme nos desenvolvemos no lugar para onde Deus nos chamou, a tendência é que cresçamos nos dons que ele nos deu e que o nosso trabalho seja frutífero. Com isso, é natural que surjam elogios, e não precisamos negá-los. No entanto, também não podemos nos apegar a eles nem à glória que possamos alcançar pelo trabalho que realizamos.
Em suma, devemos sempre lembrar que servimos a Deus, a quem deve-se toda a glória pelo que fazemos de bom. Ainda, devemos lembrar que por mais que alcancemos certa medida de sabedoria, sempre haverá aspectos em que precisaremos nos desenvolver.
Por outro lado, continuando o v. 7, novamente vemos a instrução ao temor do Senhor. Já trabalhamos essa questão em outros devocionais, sempre lembrando que não se trata de um medo (apenas), mas de uma reverência diante de quem Deus é e de quem nós somos. Isso também me lembra que, muitas vezes, quando questionamos a Deus é porque perdemos de vista esse temor, já que estamos ignorando a sua justiça perfeita com essa indagação .
Em seguida no texto, vemos o resultado de tudo isso: “saúde ao corpo e vigor aos ossos” (NVI). Também já vimos em outro devocional que, embora possamos entender isso como uma promessa, há exceções. Ou seja, não é porque alguém não tem saúde que essa pessoa não teme a Deus ou o desobedece. Devemos lembrar que Deus tem os seus propósitos com cada pessoa. No entanto, fica claro que a obediência a Deus trará benefícios também à nossa saúde física.
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05:42
Devocional #018 – Confiança que gera obediência; obediência que glorifica
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Provérbios 3.5-6
Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento;
reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e ele endireitará as suas veredas.
NVI
A lição do texto de hoje também é bem direta: devemos confiar no Senhor de todo o coração. Nosso coração deve ter a certeza de que Deus está no controle de tudo e que ele é perfeitamente justo.
O fato de não nos apoiarmos no nosso “entendimento” (NVI), revela um pouco da fé bíblica. Trata-se da confiança que gera obediência, mesmo que não compreendamos o propósito. Quando Deus chamou Abrão, não explicou em detalhes o que estava fazendo e nem para onde ia levá-lo; mesmo assim, Abrão obedeceu. Também vemos a fidelidade de Abrão mais tarde, ao atender o pedido de Deus para oferecer Isaque em sacrifício, mesmo que isso parecesse loucura.
Do mesmo modo, Noé construiu uma arca em terra seca, crendo em algo absurdo aos olhos das outras pessoas. Creio que, no princípio, Noé não entendeu plenamente o motivo do mandamento de Deus, mas obedeceu. Vemos situações assim ao longo de toda a Escritura. Entendo que, em muitos casos, a obediência é que libera a compreensão.
Além disso, devemos reconhecer o Senhor em todos os nossos caminhos. Trata-se de ver o agir de Deus em todas as coisas que fazemos, de avaliar se estamos agindo segundo a sua vontade e de compreender que tudo aquilo que possamos vir a conquistar vem dele.
Assim, precisamos crer que Deus está conosco naquilo que fizermos para cumprir o propósito dele com a nossa vida. Muitas pessoas são chamadas para viver da pregação do Evangelho, mas o agir de Deus não está limitado a essas pessoas. Deus deseja ser glorificado com a nossa profissão, por mais insignificante que ela pareça, e é ele quem nos capacita a fazer isso.
Portanto, se reconhecemos o Senhor em todas as áreas da nossa vida, podemos crer que ele nos dará a direção certa a seguirmos para que o nome dele seja glorificado em nós.
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04:01
Devocional #017 – Obtendo favor e boa reputação
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Uma característica interessante do livro de Provérbios é que, a cada dois ou três versículos, sempre encontramos algum princípio muito importante.
Provérbios 3.3-4
Que o amor e a fidelidade jamais o abandonem; prenda-os ao redor do seu pescoço, escreva-os na tábua do seu coração.
Então você terá o favor de Deus e dos homens, e boa reputação.
NVI
No v. 4, podemos entender o “favor de Deus e dos homens” (NVI) como uma promessa bíblica que se segue ao amor e à fidelidade. Quando falamos em amor, estamos falando em obedecer ao Senhor (cf. Jo 14.21). E fidelidade, naturalmente, trata-se de honrar nossos compromissos, seja para com as pessoas, seja para com Deus. Assim, essas duas atitudes não podem faltar em nós.
Vemos algo parecido na fala do Senhor a Josué, logo após a morte de Moisés: se ele se aplicasse em meditar na Lei e colocá-la em prática, seus caminhos seriam bem-sucedidos (Js 1.7).
É interessante que uma das recompensas do amor e da fidelidade é a “boa reputação” (NVI) diante dos homens. Em contrapartida, podemos ver como as pessoas se preocupam com a reputação, como se esforçam em mostrar o que têm de melhor (e esconder o que não é bom). É o que vemos nas redes sociais, por exemplo. Nós, porém, ao andarmos no temor do Senhor, podemos descansar quanto a isso. Em última instância, o que realmente importa é a nossa aprovação diante de Deus (1Co 4.3s).
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02:49
Devocional #016 – Vida, prosperidade e paz
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Provérbios 3.1-2
Meu filho, não se esqueça da minha lei, mas guarde no coração os meus mandamentos,
pois eles prolongarão a sua vida por muitos anos e lhe darão prosperidade e paz.
NVI
Bom, o texto de hoje é autoexplicativo. Sabemos que toda a Bíblia é inspirada por Deus e que a fé verdadeira nele nos dá a certeza de receber aquilo que ele promete. Na passagem de Provérbios, podemos ver a promessa de que aqueles que guardam os mandamentos divinos terão vida, prosperidade e paz. Nem a atual pandemia da Covid-19 nem outras circunstâncias podem anular promessa de Deus.
É claro que existem diversas situações que fogem do nosso controle, seja uma doença ou um acidente, por exemplo. Também sabemos que existem exceções, que muitos, apesar de guardarem os mandamentos, não têm uma vida longa. No entanto, sabemos que em tudo isso o Senhor tem um propósito, e que as exceções não anulam a regra.
A paz com Deus (cf. Rm 5.1) nos permite aproveitar de fato as bênçãos que ele nos concede nessa vida. A riqueza em si nunca nos trará paz, a prosperidade bíblica vai muito além disso. Deus nos convida a confiar nele, que supre as nossas necessidades.
Além disso, é interessante notar que esse não é o único texto com a promessa de uma vida longa. Na verdade, podemos encontrá-la no primeiro mandamento com promessa: “Honra teu pai e tua mãe, a fim de que tenhas vida longa na terra que o Senhor, o teu Deus, te dá” (Ex 20.12 NVI). Portanto, desobedecemos aos mandamentos se não honramos os nossos pais.
Assim, estando em Deus, vivendo em obediência a ele, estamos seguros e sabemos que nada nos separará do amor do Pai, revelado em Jesus Cristo (Rm 8.39).
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07:12
Devocional #015 – Nossa habitação
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Provérbios 2.20-22
A sabedoria o fará andar nos caminhos dos homens de bem e a manter-se nas veredas dos justos.
Pois os justos habitarão na terra, e os íntegros nela permanecerão; mas os ímpios serão eliminados da terra, e dela os infiéis serão arrancados.
NVI
Algo interessante que essa passagem me lembra é a questão escatológica do arrebatamento. Existem duas visões primárias sobre esse assunto: o pré-tribulacionismo e o pós-tribulacionismo. Enquanto um defende o arrebatamento secreto antes da grande tribulação, o outro defende o arrebatamento na volta definitiva de Cristo.
Se considerássemos esse texto de Provérbios nesse sentido, teríamos que pensar que os justos é que permaneceriam na terra, enquanto que os ímpios seriam retirados.
De fato, existem literaturas não cristãs que defendem a existência de um “arrebatamento” que limpará a terra, ou seja, levará apenas as pessoas más. Obviamente, trata-se de uma ficção. Sabemos, pelas Escrituras, que as coisas não acontecerão desta forma.
Contudo, voltando ao texto de Provérbios, é importante ressaltar que o assunto não trata da questão do arrebatamento. Por outro lado, ainda assim podemos tomar tal passagem em um sentido escatológico, pois somente aqueles que estão em Cristo é que habitarão com ele eternamente, inclusive aqui na terra, enquanto os ímpios serão eliminados.
Ainda, tratando de uma forma mais direta, a passagem traz um significado para a nossa vida aqui e agora, no tempo presente. Aqueles que buscam a Deus e andam com sabedoria são protegidos por ele.
Isso não significa que deixaremos de passar por dificuldades ou que ímpios não possam ter uma vida terrena bem estabelecida. Porém, temos em Deus a segurança definitiva contra o mal.
A sabedoria divina nos dará a direção para viver uma vida tranquila, em paz com todos, recebendo aquilo que Deus tem preparado para nós.
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05:56
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